À luz negra



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Não sei de onde vem minha qualidade de fazer as coisas de forma um tanto exótica. Peguntam-me qual a primeira letra do alfabeto, falo encorpado num ton nobre de convicção: "alfa!". Bem, de fato, alfa, é a primeira letra do alfabeto... grego. Partindo do princípio de que o óbvio todos já sabem, respondo o que há após o "tão claro", de modo que, muitos não entendem - na verdade, quase ninguém - o meu "passo à frente", e eu me vejo no escuro. Argumento dizendo que o óbvio me emburrece ou embrutece. Não é verdade. Eu, talvez, tenho medo de ficar na  mediocridade da linha-obvical que passa por mim fast-foward, quando estou na iminêcia de querer assumí-la e em um segundo "claro" me vejo escura, depois invisível. Pois bem, assumo meu ofício de óbviexótica - se é que esta seja a expressão correta - e minha arrogância de não aceitar o óbvio como "prévia fundamental". Quem, entendeu como as coisas giram nessa órbita, porfavor, mande-me um email. Eu vou querer casar com você.











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